Basta entrarmos em uma da maioria das escolas públicas para percebermos o grande número de pichações e grafites produzidos pelos alunos. Elas estão em todos os lugares da sala de aula. É impossível não chamar a nossa atenção. Encontramos grafias de todos os tipos: dos mais simples rabiscos às mais sofisticadas expressões artísticas. Chegam a ser engraçadas e inteligentes, mas infelizmente tornam a imagem do colégio desgastada. Como resolver esse problema? Afinal de contas os grafites e as pichações explodem como um vírus gráfico que se propaga pelas paredes das salas e muros do colégio. Praga gráfica ou necessidade de expressão? Quer o aluno, através da arte gráfica, falar algo que nós professores não estamos dando ouvidos? Como canalizar tanta energia artística de forma positiva? Que tal nós professores lançarmos um olhar diferente sobre as paredes de nossas salas e descobrirmos o real desejo do aluno? Por que não criar um espaço próprio para essas manifestações artísticas, visto que elas são inevitáveis. Esta na hora de quebrarmos o muro divisor entre o professor e o aluno fazendo com que este exponha suas angustias, seus problemas e suas reais necessidades.
Fabio Pitombeira
Professor de Física
Faça um conentário a respeito deste tema. Clique no Link "Comentários" abaixo e contribua com sua opinião.
